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MPF apura suposta extorsão por superintendente do Incra no RS

16 de abril de 2009 09h17

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) investiga o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no RS, Mozar Dietrich, pela suspeita de extorsão a plantadores de arroz instalados de forma irregular no assentamento Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita.

Segundo o procurador da República em Canoas Adriano Raldi, Dietrich teria obrigado os produtores a entregar o dobro de sacas de arroz combinadas, quantia que seria posteriormente desviada em benefício do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há suspeita de que o valor resultante desta diferença, e que seria desviado, chegue a mais de R$ 500 mil.

Diante das investigações, o procurador pediu à Justiça Federal uma ação civil pública pedindo o afastamento do superintendente. O juiz da Vara Federal de Canoas, Guilherme Pinho Machado, negou o pedido, mas determinou que a Polícia Federal e a Brigada Militar façam o controle e recolhimento do arroz plantado por arrendatários no assentamento.

De acordo com o MPF, apesar de ilegal, o arrendamento de áreas do assentamento vem ocorrendo nos últimos dois anos, com o conhecimento e a tolerância do Incra. Ainda segundo o MPF, o superintendente estaria burlando uma determinação judicial para retirada de invasores de área de assentamento à frente da Granja Nenê, propriedade vizinha ao assentamento e visada pelo MST.

Redação Terra