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 Preso homem que matava inspirado em seriados, diz polícia
01 de abril de 2009 20h00 atualizado às 20h41

Casadio disse que não pararia com os crimes até ser preso. Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

Casadio disse que não pararia com os crimes até ser preso
Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na última terça-feira um homem acusado de assassinar três pessoas, incluindo sua namorada, inspirado em séries policiais de televisão. Sérgio Alexander Dias Casadio, 35 anos, disse à polícia que aprendeu nos seriados americanos Dexter e CSI as formas de cometer homicídios e de destruir provas.

Casadio teria seqüestrado as vítimas e as mantido em cativeiro antes de assassiná-las. A primeira delas foi Orly Barbosa de Alencar. Ele teria sido abordado pelo suspeito no dia 26 de novembro de 2008, próximo ao Alameda Shopping, em Taguatinga, e levado a um cativeiro, no bairro Vicente Pires. A namorada de Casadio, Rizia Rejane de Oliveira Alves, teria auxiliado no transporte da vítima. Segundo a polícia, após tentativas frustradas de pedido de resgate, Orly foi levado e Edilândia, em Goiás, onde foi morto. O corpo da vítima teria sido queimado.

De acordo com as investigações, poucos dias depois, em 3 de dezembro, Casadio seqüestrou Carlito Campinho Santos Sobrinho, 21 anos. Um policial militar, que também foi detido, teria auxiliado o suspeito. Eles teriam simulado uma colisão contra o veículo que a vítima dirigia e, ao sair do carro para verificar os danos, a seqüestraram. A polícia disse que o pedido de resgate de R$ 5 mil foi pago pela família, mas Carlito foi morto em 4 de dezembro, enforcado com um fio de eletricidade. Casadi teria lançado o corpo no rio Corumbá, próximo à cidade de Cocalzinho.

A última vítima de Casadio teria sido sua namorada e cúmplice nos crimes, Rizia Rejane. Segundo a polícia, ela foi agredida com um pedaço de granito e um vaso de cerâmica, em casa, no dia 2 de janeiro deste ano, por causa de uma divergência por conta de R$ 28 mil provenientes da venda de um terreno. O corpo dela teria sido queimado em Edilândia, onde foi encontrado o corpo da primeira vítima.

Ao ser preso, Casadio agradeceu à polícia e disse que não pararia de cometer crimes até ser pego. Ele deve responder por homicídio, extorsão e ocultação de cadáver e a pena pode chegar a 60 anos de prisão.

Redação Terra