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Filha de FHC ocupa cargo de confiança no Senado

28 de março de 2009 08h27 atualizado em 28 de abril de 2009 às 10h18

A filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Luciana Cardoso, ocupa um cargo de confiança do Senado. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, no dia 27 de março, Luciana afirmou que prefere trabalhar em casa, cuidando das "coisas pessoais" do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), 1º secretário do Senado. A filha de FHC justifica a ausência citando a desorganização do gabinete do parlamentar, classificado por ela como "um trem mínimo", "uma bagunça eterna".

O senador Heráclito evitou comentar a contratação de Luciana Cardoso. Apenas disse que não concederia mais "tantas entrevistas porque estava falando demais". Ele ainda desconversou ao ser questionado sobre as críticas da funcionária. "Ela (Luciana Cardoso) diz que o Senado é uma bagunça. Eu também queria um gabinete maior", disse.

Conforme a reportagem do O Estado de S. Paulo deste sábado, existem outros dois casos de comissionados no Senado, igualmente relacionados com políticos, que não costumam ser vistos na Casa.

Um deles seria a neta mais nova do ex-presidente Juscelino Kubitschek, Alejandra Kubitschek Bujones. Ela recebe salário de R$ 4,9 mil e está lotada na terceira secretaria da Mesa. Alejandra é cunhada do ex-senador e atual vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM). O político confirmou a permanência de Alejandra no cargo e ainda destacou sua "enorme competência". A neta de Juscelino Kubitschek disse que faz "trabalho de pesquisas", mas jamais foi vista no Senado.

O terceiro caso é o de Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT). Ela teria sido nomeada em março de 2002 pelo gabinete do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), com salário de R$ 6,4 mil.

Valadares afirmou que ela o assessorava em Aracaju. No entanto, nesta sexta-feira, por meio de sua assessoria, informou que enviou um ofício pedindo ao diretor-geral o desligamento da funcionária. Até a manhã deste sábado, o boletim do Senado não havia publicado a exoneração da primeira-dama.

Redação Terra