Chico Siqueira
Direto de Araçatuba
Dez pessoas foram presas nesta sexta-feira na cidade de Murutinga do Sul, interior de São Paulo, acusadas de incentivar a prostituição e abusar sexualmente de seis adolescentes com idades de 12 a 16 anos. Com os detidos, já são 16 pessoas presas desde março. Um dos suspeitos, que era procurado, se matou há cerca de 10 dias.
Entre os presos de hoje, estão duas mães, suspeitas de incentivar as filhas a se prostituírem com homens da cidade. As prisões foram determinadas pela Vara da Infância e da Juventude de Andradina, a pedido do Ministério Público.
Foram expedidos 11 mandados e um dos suspeitos fugiu. De acordo com a promotora da Infância e da Juventude, Regislaine Topassi, as prisões temporárias foram decretadas depois de as supostas vítimas informarem nomes de suspeitos e confessarem que duas mães incentivavam o crime para conseguir dinheiro.
"Além disso, foram relatados fatos fortes e lastimáveis, que justificaram os pedidos de prisão", disse a promotora.
Segundo Regislaine, os abusos ocorriam havia mais de ano em Murutinga e os moradores da cidade conheciam o grupo de seis adolescentes que eram levados à prostituição. O Ministério Público chegou a pedir um levantamento detalhado e por escrito do Conselho Tutelar. "O Conselho não cumpriu a determinação, apenas informou haver suspeitas de casos, enquanto na realidade, as ocorrências eram concretas", contou Regislaine.
Segundo a promotora, há provas de estupro, atentado violento ao pudor, corrupção de menores e exploração de prostituição contra os acusados. Para ela, muitos moradores tinham conhecimento da situação dos menores e não faziam as denuncias às autoridades. "A prisão de 16 pessoas por pedofilia numa comunidade pequena como essa é assustadora", avaliou.
Entre os presos há um comerciante, um servidor público e sitiantes, na maioria homens com mais de 50 anos. Nesta semana, a Justiça determinou a transferência das vítimas para outras cidades da região por questões de segurança. Os menores relataram que sofreram ameaças de morte e que estavam expostos a situação de risco.
- Redação Terra


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