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SP: cresce nº de mulheres de classe alta que tratam alcoolismo

26 de março de 2009 14h41 atualizado às 15h42

O número de mulheres das classes A e B que procuraram tratamento contra o alcoolismo no Estado de São Paulo aumentou 22,3% entre os anos de 2006 e 2008, de acordo com levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde. O perfil destas mulheres aponta média de 43 anos, recebem acima de 15 salários mínimos e possuem diploma universitário.

Em 2008, 478 pacientes das classes A e B foram atendidas em todo Estado para se livrarem do vício do alcoolismo. Já em 2006, 371 mulheres com esse perfil haviam buscado o tratamento, segundo informou a secretaria.

A cada ano, um total de aproximadamente 3 mil mulheres procuram deixar o vício do álcool. No Estado de São Paulo existem 47 Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) que oferecem o tratamento.

De acordo com a diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, Luizemir Lago, as mulheres possuem maior dificuldade em procurar esse tipo de tratamento. "Pode ser pelo estigma com que a sociedade olha para as pessoas que sofrem com essa doença ou pela falta de informação de onde procurar, mas esses dados revelam que há uma mudança de comportamento e isso é muito positivo", disse.

Redação Terra