O relator do processo sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, ministro Carlos Ayres Britto, deve fixar um prazo de 15 dias para que os produtores de arroz deixem a reserva em Roraima. Ele espera que a saída ocorra "na santa paz de Deus, sem necessidade de uso de força", já que "uma decisão do STF é para ser cumprida".
Ontem, por dez votos a um, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela legalidade da demarcação de forma contínua e determinaram o cumprimento imediato da decisão para a retirada de não-índios da área, cassando a liminar que suspendia a operação.
"Precisamos que sejam retirados o mais rápido possível, de 15 a 30 dias, no máximo, porque nós tememos o que pode acontecer por conta da morosidade na retirada dos invasores. Ficamos à mercê de conflitos e ameaças", afirmou o tuxaua (cacique) macuxi Cristóvão Barbosa.
Ele disse que algumas comunidades temem ataques e retaliações dos produtores de arroz que terão que deixar a terra. "Se antes disso já éramos ameaçados, imagine agora", disse.
Com informações do JB
- Redação Terra


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