Pesquisa aponta aumento de crimes contra a pessoa em SP

16 de março de 2009 • 12h02 • atualizado às 12h02

Vagner Magalhães

Direto de São Paulo

Pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) aponta um crescimento de 6,4% nos crimes contra a pessoa entre 2003 e 2008 na cidade de São Paulo. Os crimes contra a pessoa incluem roubos e furtos realizados fora do domicílio do entrevistado.

De acordo com a pesquisa, o período do dia que concentra o maior número de crimes contra a pessoa é a tarde - entre 12h e 17h59, que tem cerca de 37% das ocorrências. O horário que registra menor número de ocorrências para essa modalidade é a madrugada, entre 0h e 5h59. Celulares, carteira e dinheiro são os principais alvos dos assaltantes.

A pesquisa aponta que no período da noite houve uma queda de 6,5% nas ocorrências, enquanto no período da tarde a expansão foi de 4,5%. De acordo com o levantamento, 8,4% dos entrevistados passaram por esse tipo de situação em 2008. Em 2003, esse número foi de 7,9%.

De acordo com os entrevistados, apenas 31,3% registraram queixa do crime. As principais razões para não registrar as ocorrências são o medo de represália, falta de provas e o baixo valor do bem levado. O estudo utilizou como base pesquisas domiciliares com 2.967 pessoas na cidade de São Paulo.

Outro dado que apresentou crescimento foi o aumento de roubos o furtos em casas de temporada, que teve uma variação positiva de 23,5% no período.

De acordo com a pesquisa, a queda mais acentuada se deu nos furtos de componentes de veículos, cujas ocorrências caíram 37,6%. O número de roubo ou furto de veículos também caiu 24,6% de acordo com a pesquisa. No mesmo período, houve redução nos números relativos a estelionato (15,6%), roubo ou furto de residências (6,9%), trânsito (34,9%) e agressões (29,6%).

De acordo com Leandro Piquet Carneiro, cientista político da Universidade de São Paulo, de maneira geral, os resultados são satisfatórios. "Houve uma retração de crimes importantes e os dados mostram uma aproximação com os registros da polícia, o que nunca foi uma característica", disse.

Para o coronel Izaul Segalla Júnior, subcomandante da Polícia Militar da Capital, as estatísticas permitem um melhor planejamento da polícia. "Temos conseguido reduzir alguns tipos de crime justamente por isso. Um dos principais problemas da capital está no tráfico de drogas, que está diretamente ligado à maioria das ocorrências", disse.

Redação Terra
 
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