Jarbas nega ter acusado PMDB de espioná-lo

10 de março de 2009 • 17h21 • atualizado às 17h21

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) negou em discurso nesta terça-feira ter dito que foi espionado a pedido de colegas de partido. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou ontem à Procuradoria-geral da República e ao Ministério da Justiça solicitação de investigação da denúncia da suposta espionagem a Jarbas. As informações são da Agência Senado.

"Vossa Excelência procura, não sei com que objetivo, distorcer a matéria da Veja, e por consequência, minhas declarações ao afirmar que denunciei uma investigação contratada por integrantes do PMDB. Não fiz em momento algum essa declaração, não citei o partido, sua direção ou qualquer de seus integrantes, apesar de haver sido ameaçado publicamente por vários deles. Só acusaria alguém se possuísse provas", disse Jarbas.

De acordo com a matéria da revista Veja, um especialista pernambucano em "inteligência" procurou o senador para informar que tinha sido contatado para uma investigação. Essa apuração teria como responsável a empresa internacional Kroll. No entanto, quando soube que Jarbas Vasconcelos seria o alvo do "contrato", o investigador preferiu não aceitar a missão.

Jarbas elogiou a rapidez com que Sarney tomou a providência de redigir os ofícios e de instaurar sindicância na Corregedoria da Casa e disse esperar a mesma agilidade na investigação de eventuais episódios que venham a ocorrer com outros senadores.

Redação Terra
 
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