Com esteiras, cadeiras e guarda-sóis, os artistas aproveitaram o sol na Paulista |
Andressa Tufolo
Direto de São Paulo
Quem disse que praia de paulistano é shopping? Um grupo de artistas provou o contrário e se instalou nesta sexta-feira na Avenida Paulista com traje de banho, cangas, e esteiras.
Às 11h30, quando ainda havia sol, eles armaram a barraca na frente do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde ficaram até as 12h30. Em seguida, eles aproveitaram a sombra, nas proximidades do prédio do Tribunal Regional Federal.
Segundo uma das organizadoras da ação, Carol Pinzan, 27 anos, o grupo visa trazer reflexões sobre como podemos usar o espaço público da cidade, a questão do clima, e a camada superficial. "Em São Paulo existe essa situação do traje formal, representando uma camada superficial. Estamos fazendo isso para as pessoas se falarem, se conhecerem", disse Carol.
A cena totalmente fora do contexto da movimentada e séria avenida, chamou a atenção de muitos curiosos que pararam para assistir. "As pessoas vão passando, mas sempre atingimos um grupo fixo de mais ou menos 20 espectadores", conta Ivan Kraut, 31 anos, do coletivo de artistas Bote no Contra-fluxo.
Segundo os artistas, a expressão é uma linguagem, e pretendem fazer mais movimentos de intervenção urbana como este. "Não é uma cena; estamos nos divertindo", completa Kraut, que curte a praia paulistana de sunga.
Mesmo no calor que começou com 30°C, e atingiu pico de 34°C, até os profissionais vestidos de terno abriram um sorriso.
O movimento vai continuar até o sol se pôr, e encerrará com um típico luau.
Redação Terra