Arcebispo critica aborto em crianças vítimas de estupro

05 de março de 2009 • 18h36 • atualizado às 19h05
D. José Cardoso Sobrinho entregou um documento ao Conselho Tutelar com a sua opinião sobre o aborto Foto: Juliana Leitão/Diário de Pernambuco/Futura Press
D. José Cardoso Sobrinho entregou um documento ao Conselho Tutelar com a sua opinião sobre o aborto
05 de março de 2009
Foto: Juliana Leitão/Diário de Pernambuco/Futura Press

O arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho, fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira em que se posicionou contra o aborto em crianças vítimas de estupro. Ele também entregou um documento ao Conselho Tutelar com a sua opinião sobre o assunto. Na quarta-feira, o arcebispo excomungou da Igreja Católica os responsáveis pela interrupção da gravidez da menina de 9 anos que teria sido estuprada pelo padrasto, na cidade de Alagoinha, no agreste de Pernambuco. As informações são da Futura Press.

A menina passou pelo procedimento no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no bairro da Encruzilhada. O Cisam não informou quem integrou a equipe responsável pelo aborto e o arcebispo não citou nomes dos excomungados.

Segundo os médicos, o estado de saúde da menina é estável. Ela não corre risco de vida.

Mais cedo, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a decisão da Arquidiocese foi "radical" e "inadequada". "A lei brasileira é muito clara: a interrupção da gravidez é autorizada em caso de estupro. Trata-se de uma criança e, do ponto de vista biológico, não acredito que ela tivesse condições de levar a termo essa gestação de gêmeos", disse.

Redação Terra
 
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