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Gravidez de menina de 9 anos é interrompida em PE

04 de março de 2009 14h35 atualizado às 14h45

A gravidez de gêmeos de uma menina de 9 anos, que teria sido estuprada pelo padrasto em Alagoinha, na região agreste de Pernambuco, foi interrompida nesta manhã, no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, da Universidade de Pernambuco (UPE). A informação foi confirmada pela diretora-geral da unidade de saúde, Fátima Maia.

Segundo Fátima, a menina recebeu na noite de ontem um medicamento que provoca contrações no útero e expeliu os dois fetos por volta das 10h. A diretora-geral informou que o procedimento segue o protocolo do Ministério da Saúde em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro.

De acordo com o hospital, a gravidez era considerada de risco, já que a menina pesa 36 kg. "Ela é muito pequena. O útero não tem estrutura para segurar uma, ainda mais de duas crianças", disse Fátima.

A menina passa bem e será submetida a uma curetagem. O procedimento é feito para retirar de restos de sangue e placenta, evitando o risco de infecções.

O caso

A gravidez foi descoberta depois que a garota começou a reclamar de vômitos e dores de cabeça e no abdome. Ao ser levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira, município próximo de Alagoinha, foi detectada a gravidez dos gêmeos, que estavam na 16ª semana.

O padrasto dela, acusado pelo estupro, foi preso na noite do último dia 26. Segundo a polícia, ele confessou o crime e afirmava que planejava fugir da cidade. O homem, de 23 anos, não pode ter o nome divulgado por orientação do Ministério Público de Pernambuco, já que o caso envolve uma menor de 18 anos.

Além da menina de 9 anos, o suspeito também teria confessado que abusou sexualmente da outra irmã, de 14 anos, portadora de deficiência mental. O rapaz vivia com a família desde 2005.

Redação Terra