Alto número de raios no País tem relação com o fenômeno La Niña
Foto: Bruno Camargos/vc repórter
Nenhum país recebe mais descargas atmosféricas que o Brasil. Por ano, cerca de 60 milhões de raios caem do Oiapoque ao Chuí. Ontem, a Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDat) registrou 17,3 mil raios no País.
Em Minas Gerais, onde o publicitário Bruno Camargos, 30 anos, fotografou uma seqüência de raios na noite de quarta-feira, em Belo Horizonte, foram registrados apenas ontem 10,8 mil descargas atmosféricas.
No ano passado, o número de mortes provocadas por raios foi o maior da década, com 75 mortes. No ano anterior, foram 47, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O recorde anterior era de 73 mortes em 2001.
Em 2008, 61% dos casos ocorreram no verão (seguido da primavera com 23%), 83% ao ar livre e 76% das vítimas foram homens. Para 2009 é previsto que o número de raios se mantenha nos níveis de 2008.
Além de ter um alto número de raios, o território brasileiro ainda é afetado pelo fenômeno La Niña, que altera a formação de tempestades no País e aumenta o volume de descargas atmosféricas em todo o continente. Neste ano, o fenômeno está agindo sobre o Brasil.
Os internautas Bruno Camargos e Daniel França Melo, de Belo Horizonte (MG), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.








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