Nova peça de campanha contra o governo é apresentada em Porto Alegre
Foto: Fabiana Leal/Terra
Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre
Dez sindicatos de funcionários públicos do Rio Grande do Sul, liderados pelo Cepers-Sindicato (professores estaduais), começaram nesta quinta-feira a segunda parte de uma campanha de valorização dos servidores públicos do Estado.
As peças colocadas em 1º de fevereiro traziam frases que indicavam que nesta quinta seria "revelada a face da corrupção, da mentira, da violência, do arroxo salarial, da destruição do Rio Grande do Sul e do autoritarismo". O que deixou a população gaúcha ainda mais curiosa era um rosto borrado ao lado das frases.
Os sindicatos deram "um rosto" - o da governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB), - aos outdoors misteriosos que estavam pelas ruas do Estado desde o início do mês.
Na útltima terça-feira, o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, enviou uma carta de três páginas às empresas que atuam na campanha alertando para possíveis processos judiciais.
O diretor de estratégia e criação da agência Interlig Propaganda, Henrique César Pereira, responsável pela criação das peças publicitárias, disse que desconsidera as ameaças. "O governo quer censurar sem antes conhecer a campanha", afirmou momentos antes da divulgação do material.
Pereira disse que a intenção da campanha é surpreender ainda mais. "Enquanto durarem as mazelas que estão sendo denunciadas, ela continuará. A idéia é solucionar os problemas".
Segundo Pereira, a agência aproveitou a questão de o governo do Estado se antecipar à divulgação da nova parte da campanha para fazer mais uma peça. Foi criado um chapéu (sem face) com as palavras violência, corrupção, mentira, autoritarismo, entre outras, para aguçar ainda mais a curiosidade dos presentes no lançamento dessa segunda etapa da campanha.
"A carta (que recebemos) pressupõe que seria um ataque ao governo do Estado. Eu não vestiria esse chapéu como o governo vestiu", disse o diretor. Segundo ele, em abril a campanha terá uma nova surpresa. Antes disso, ela estará em novos e inusitados lugares. "As pessoas vão ser envolvidas por uma campanha criativa".
A presidente do Cpers-Sindicato, Rejane de Oliveira, afirmou que a campanha mostra "a cara do governo Yeda - a cara da corrupção". Segundo ela, o governo fechou o diálogo com o Cpers e com os servidores públicos.
"Restou o caminho da denúncia, de dizer para a sociedade que o governo Yeda faz mal para o povo gaúcho. A denúncia não é de cunho partidário. É uma campanha pacífica, mas de forte denúncia". Há muito tempo declaramos: 'Fora Yeda. ela faz mal para o Estado do Rio Grande do Sul".
A assessoria da Casa Civil informou que não há nenhuma posição da secretaria em relação ao assunto, pois o secretário está cumprindo cumprindo agenda.
- Redação Terra








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