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AM: corpo de piloto de avião que caiu será sepultado de manhã

08 de fevereiro de 2009 23h57 atualizado em 09 de fevereiro de 2009 às 00h45

Após o avião Bandeirante ser içado para fora do rio Manacapuru, os Bombeiros encerraram as buscas por vítimas. Foto: Émerson França/Divulgação

Após o avião Bandeirante ser içado para fora do rio Manacapuru, os Bombeiros encerraram as buscas por vítimas
Foto: Émerson França/Divulgação

Arnoldo Santos

Direto de Manaus


O corpo do piloto César Leonel Grieger, 47 anos, será sepultado na manhã desta segunda-feira. O velório ocorreu em uma funerária de Manaus, onde morava o piloto do avião Bandeirante que caiu em um rio, na tarde deste sábado, próximo ao município de Manacapuru, a 80 km de Manaus.

Durante todo o dia, vários colegas de profissão, a maioria pilotos da Manaus Aerotaxi - empresa proprietária da aeronave acidentada - e de outras empresas foram à funerária prestar as últimas homenagens ao comandante que foi uma das 24 vítimas fatais do acidente. Grieger tinha mais de 26 anos de experiência e estava na empresa há 6 anos.

"Era um dos mais criteriosos pilotos da nossa empresa. Todos respeitavam", disse o vice-presidente da Manaus Aerotaxi, Marcelo Fernandes Pacheco.

Natural do município de Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul, Grieger deixou esposa e um filho menor que levava o seu nome. Célia Grieger não teve condições emocionais de falar com a imprensa, mas um amigo da família, que pediu para não ter o nome revelado, informou que a família só irá se pronunciar após o sepultamento, previsto para amanhã de manhã.

Seis membros da família que mora em sua maioria no Rio Grande do Sul chegarão ainda neste domingo a Manaus vindos de Getúlio Vargas. Entre eles, está a mãe do piloto.

No velório, o comentário unânime entre os colegas pilotos era de descrença do fato e dúvida sobre o que poderia ter causado o acidente. "Quem trabalha na aviação sabe que é uma das profissões de maior risco, a gente sabe disso. Mas quando se perde um colega dessa maneira o sentimento não pode ser outro que nem o de tristeza", disse um piloto que não quis ser identificado.

No aerporto Eduardo Gomes, em Manaus, os comentários das pessoas que conheciam o comandante Grieger demonstravam também a dúvida sobre o que aconteceu. "Eu também estou ansioso pra saber porque tinha tanta gente no avião. O comandante era altamente rígido com as normas de segurança", disse o secretário de defesa civil de Coari, Orleílson Guimarães.

Ele alertou a falta de fiscalização das aeronaves que fazem vôos regionais no interior do estado. "Essa coisa de interior tem de se definir. Tem que ter ordem! Às vezes entra um, entra outro, é tipo lotação de ônibus. Com relação à lotação, vai botando gente, botando gente. Só que com aviação não se brinca", disse Orleílson.

Redação Terra