Idosa faz vigília de 2 dias pelos animais no RS

22 de julho de 2004 • 10h53 • atualizado às 10h53
Entidades de proteção aos animais criticam a lei e pressionam o governo Foto: Carmem Gamba/Divulgação
Entidades de proteção aos animais criticam a lei e pressionam o governo
19 de julho de 2004
Foto: Carmem Gamba/Divulgação

Wilma Kovalsky Oliveira, de 75 anos, está desde terça-feira, na frente do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, em Porto Alegre. A professora protesta contra a lei aprovada pela Assembléia Legislativa que autoriza o abate de animais em rituais religiosos. Entidades de proteção dos animais fazem pressão para que o governador Germano Rigotto não sancione o texto.

De acordo com o jornal Zero Hora, o prazo legal para a decisão vence hoje. Caso o governador não se manifeste, a lei será promulgada pelo presidente da Assembléia, deputado Vieira da Cunha (PDT).

Enquanto na terça-feira, diversas pessoas de entidades ligadas aos direitos dos animais e simpatizantes da causa fizeram uma manifestação em frente ao palácio, ontem foi a vez de cerca de 40 mães e pais-de-santo, babalorixás e ialorixás exigirem que a lei seja promulgada.

O assunto vem gerando um intenso debate, principalmente, na capital gaúcha. Além disso, circulam pela Internet e-mails com abaixo-assinados, que chegariam a 5 mil assinaturas, para pressionar o governo a não aprovar o abate. Outra lista que corre pela Web é com os nomes dos parlamentares que votaram a favor e contra à lei.

Ao jornal, Mãe Norinha de Oxalá disse que "não há crueldade, mas a sacralização de cabritos e galinhas". Débora Pinto, da Protetores Voluntários, ressaltou, porém que "nos rituais, os animais têm morte lenta e sangram até morrer". Somado-se a isso, os defensores afirmam também que os rituais sacrificam cachorros e gatos.

Redação Terra
 
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