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 Ministério contesta dado da ONU de desmatamento da Amazônia
30 de janeiro de 2009 19h18 atualizado às 19h44

O diretor do Departamento de Política para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, afirmou que os dados divulgados pelo jornal francês Le Monde de que um relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, estão incorretos.

Segundo Pires, de acordo com a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram desmatados, na Amazônia Legal, 700 mil km² desde o início das medições até o ano de 2007, o que corresponde a 17% dos 5 mil km² do total da floresta.

Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela. O Le Monde aponta que maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.

Pires ressaltou que, mesmo somando as áreas de outros países, o número divulgado pelo jornal francês ainda é muito alto para um período de apenas cinco anos. "Não sabemos se foi o jornalista que passou uma informação equivocada ou se foi um engano no release do Pnuma", explicou. "Contataremos o Pnuma, descobriremos onde está a imprecisão e depois faremos um comunicado."

Ele explicou que ainda não teve acesso ao relatório da ONU porque não há escritório do Pnuma no Brasil. O órgão foi acionado no Panamá, mas apenas na segunda-feira o departamento brasileiro terá uma resposta.

Redação Terra