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Ex-jogador Paolo Rossi defende extradição de Battisti

28 de janeiro de 2009 17h04

O ex-jogador italiano Paolo Rossi, campeão mundial em 1982, afirmou que é preciso "pressionar os brasileiros" para obter a extradição do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, "uma pessoa que cometeu crimes graves no nosso país". Em entrevista à agência Ansa, Rossi disse que "é justo que um ex-terrorista cumpra a sua pena" na Itália, para que não viva no Brasil "como um refugiado político".

Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, o ex-militante Cesare Battisti, 54 anos, recebeu o status de refugiado político do Brasil no último dia 13, em decisão tomada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que alegou existir um "fundado temor de perseguição política" contra o italiano caso ele seja extraditado.

Apesar de defender a extradição, Paolo Rossi, que marcou três gols no Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, disse, porém, que é contrário à proposta de cancelar o amistoso entre Brasil e Itália, marcado para o dia 10 de fevereiro em Londres. A sugestão havia sido feita pelo subsecretário italiano das Relações Exteriores, Alfredo Mantica, como forma de protestar contra o governo brasileiro.

"Um jogo de futebol, mesmo entre Itália e Brasil, está longe de certas questões políticas", disse Rossi. O ex-jogador afirmou, contudo, que os dirigentes da Federação Italiana de Futebol (Federcalcio) poderiam ter um papel "diplomático" importante antes da partida.

"Os dirigentes devem pedir a algum jogador para fazer declarações ou gestos em lembrança das vítimas do terrorismo", sugeriu. "Na minha opinião, isso seria muito útil para promover a sensibilização sobre o problema. O futebol serve como caixa de ressonância".

Redação Terra