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Ministro italiano liga para Amorim por extradição de Battisti

27 de janeiro de 2009 19h23 atualizado às 19h39

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou na tarde desta terça-feira ao chanceler Celso Amorim e voltou a defender a extradição do ex-ativista Cesare Battisti, que recebeu do governo brasileiro o status de refugiado político. Em nota, o ministério italiano informou que Frattini reiterou "o sentimento de profundo ressentimento pela decisão brasileira no caso". As informações são da agência Ansa.

Durante a conversa, o chanceler afirmou que a Itália tem uma "forte expectativa" de que "exista uma última instância institucional brasileira que possa tomar a decisão esperada, ou seja, a extradição de Cesare Battisti". Segundo o documento, o ministro italiano "reafirmou os motivos que o levaram a convocar o embaixador italiano no Brasil para consultas", nesta terça-feira.

Entrevistado por um telejornal italiano, Frattini disse ainda que acredita que "seja possível obter uma reviravolta final" no caso, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte, que nesta segunda-feira recebeu um parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, recomendando o arquivamento do processo, deverá decidir em fevereiro se extraditará Battisti ou se permitirá que ele viva em liberdade no Brasil.

Frattini qualificou como "errada" a decisão do procurador. "Não a aceitamos nem sob o perfil jurídico, e cremos que ela foi tomada de forma apressada", ressaltou. "Espero que esta questão seja resolvida com a extradição de Battisti em algumas semanas", disse ele. "Convocamos na Itália o nosso embaixador, Michele Valensise, para nos consultarmos com ele sobre os próximos passos".

Amistoso
O ministro criticou, no entanto, a sugestão de seu subsecretário Alfredo Mantica, que pediu o cancelamento do amistoso entre as seleções de futebol de Itália e Brasil, marcado para o dia 10 de fevereiro, como forma de protesto. "Uma coisa é um protesto diplomático sério, outra coisa é um jogo de futebol", considerou Frattini.

Redação Terra