Italianos têm que respeitar decisão sobre Battisti, diz Lula

15 de janeiro de 2009 • 17h26 • atualizado às 17h38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira concedida em Ladário (MS), que os italianos precisam respeitar a decisão "soberana" de conceder refúgio político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país de origem, mesmo que não gostem. O presidente classificou o Brasil como um país generoso e desqualificou a forma como Battisti foi condenado na Itália.

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O italiano Cesare Battisti, ex-membro do grupo de esquerda Proletários Armados para o Comunismo (PAC), foi condenado em seu país à prisão perpétua por envolvimento em quatro assassinatos na década de 70. Ele foi preso em março de 2007 pela Polícia Federal brasileira no Rio de Janeiro. Battisti nega que tenha cometido os assassinatos e sustenta que não pôde exercer em sua plenitude o direito de defesa. Corre no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de extradição de Battisti feito pelo governo italiano.

"O ministro da Justiça entendeu que esse cidadão deveria ficar no Brasil e tomou uma decisão que é do Estado brasileiro. Alguma autoridade italiana pode não gostar, mas tem que respeitar a decisão soberana", afirmou o presidente. O presidente afirmou que Battisti foi condenado após relatos de uma pessoa com delação premiada e sem provas.

Lula negou que a polêmica sobre o refúgio político possa afetar as relações internacionais entre Brasil e Itália. "A relação Brasil-Itália é uma relação histórica, forte. Não é um problema de um exilado que vai trazer animosidade. Precisamos aprender a respeitar decisão dos outros países", disse.

Redação Terra
 
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