O ministro da Justiça, Tarso Genro, concede entrevista sobre o asilo concedido ao italiano Cesare Battisti, em São Paulo |
Laryssa Borges
Direto de Brasília
Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou no início da semana ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que aprovasse refúgio ao italiano Cesare Battisti, um dos chefes da organização de extrema-esquerda "Proletários Armados pelo Comunismo" (PAC) e condenado por terrorismo em seu país de origem.
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Após a conversa entre Lula e Genro, o chefe da pasta da Justiça confirmou a decisão de conceder asilo ao italiano. A iniciativa, confirmada nesta terça-feira pelo Ministério da Justiça (MJ), teve por base o argumento de "fundado temor de perseguição".
Em novembro do ano passado o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao MJ, havia negado pedido de refúgio ao militante de esquerda. Condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos no final da década de 1970, Cesare Battisti foi preso e fugiu, refugiando-se na França e na América Latina.
Com a confirmação do despacho de Tarso Genro, o Supremo Tribunal Federal (STF), que analisava pedido de extradição formulado pelo governo da Itália, deve determinar a liberdade do suposto terrorista nos próximos dias.
Para tentar reverter a situação, o governo italiano se propõe a encaminhar uma carta ao presidente Lula solicitando que Battisti não seja colocado em liberdade. O documento ainda não chegou ao Palácio do Planalto.
Redação Terra