O Equador informou nesta terça-feira que o retorno do embaixador do Brasil, Antonino Marques Porto, consolida a relação bilateral e restabelece plenamente a situação diplomática entre os dois países. Marques Porto retornou esta tarde a Quito, depois de em 21 de novembro ter sido chamado para consultas pelo governo brasileiro, em meio a uma forte tensão diplomática gerada pela impugnação do Equador de um crédito brasileiro.
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O ambiente de tensão diplomática entre Quito e Brasília começou em outubro, quando o Equador decidiu expulsar a Odebrecht do país, depois de alegar falhas estruturais na construção da hidrelétrica San Francisco. A execução dessa obra estava ligada a um crédito de US$ 243 milhões outorgado pelo Banco de Desenvolvimento Social (BNDES), que Quito impugnou por presumir irregularidades em sua contratação.
O retorno a Quito do embaixador brasileiro representa "o pleno restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, sem menosprezar a reivindicação dos interesses nacionais", disse em comunicado a Chancelaria.
No dia 20 de novembro, o Equador anunciou que tinha apresentado um processo de arbitragem na Câmara de Comércio Internacional de Paris, para frear o pagamento do crédito. O presidente equatoriano, Rafael Correa, esclareceu que seu país continuaria pagando as parcelas de vencimento do crédito ao BNDES, enquanto esperava por uma decisão do tribunal de Paris.
No domingo passado, a Chancelaria brasileira anunciou o retorno do embaixador, após confirmar o pagamento da parcela de juros do crédito do BNDES. O chanceler equatoriano, Fander Falconí, disse na segunda-feira que o problema com o Brasil estava superado, mas insistiu em que mantinha o processo em Paris.
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