A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul aumentou nesta quinta-feira de 87 para 99 o número de cidades da área de risco para a transmissão da febre amarela. Nesta semana, o governo confirmou que uma moradora de Santo Ângelo, noroeste do Estado, morreu no último dia 25 de dezembro em decorrência da doença. Segundo a secretaria, a febre amarela silvestre foi adquirida na zona rural de Eugênio de Castro, cidade da mesma região.
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Um outro caso é investigado em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre. O homem teria contraído a doença na cidade de Pirapó. Segundo a secretaria, em nenhum desses casos os pacientes tinham recebido a vacina contra a doença.
O governo informou que vai distribuir ao menos 500 mil vacinas contra a febre amarela pelo Estado. Mais doses devem ser solicitadas nos próximos dias ao Ministério da Saúde.
A região noroeste do Rio Grande do Sul é considerada zona de risco para a febre amarela. Desde 2002, 100 municípios dessa região receberam campanhas especiais de vacinação contra a doença. De acordo com o secretário de Saúde, Osmar Terra, não há possibilidade de uma epidemia no Estado.
A vacina contra febre amarela tem duração de dez anos e deve ser aplicada em crianças a partir dos 9 meses de idade. Pessoas que pretendam viajar para os municípios de risco devem receber a dose com dez dias de antecedência. O mosquito transmissor da doença é característico das matas e vegetações à beira de rios e não sobrevive em áreas urbanas.
Redação Terra