A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS) confirmou, nesta quarta-feira, uma morte por febre amarela silvestre em Santo Ângelo, no noroeste do Estado, ocorrida no último dia 25 de dezembro. Segundo a SES-RS, a doença foi adquirida na zona rural do município de Eugênio de Castro, também na região noroeste.
» RS suspeita de morte por febre
» Febre: confirmada morte de macaco
» SP registra morte por febre amarela
» O que é e como prevenir a febre amarela
Um novo caso, no município de Pirapó, foi notificado à secretaria na terça-feira, mas só será confirmado após análise laboratorial. Segundo a SES-RS, em nenhum desses casos os pacientes tinham recebido a vacina contra a doença.
A região noroeste do Rio Grande do Sul é considerada zona de risco para a febre amarela. Desde 2002, 100 municípios dessa região receberam campanhas especiais de vacinação contra a doença. De acordo com o secretário de Saúde, Osmar Terra, 500 mil doses de vacina foram distribuídas para moradores dessas cidades e um reforço de mais 500 mil doses foi solicitado ao Ministério da Saúde.
"Nossa recomendação é para que todos os moradores dessas áreas de risco, bem como os viajantes com destino a essas localidades, se vacinem", disse o secretário. Segundo ele, não há possibilidade de uma epidemia no Estado.
A vacina contra febre amarela tem duração de dez anos e deve ser aplicada em crianças a partir dos 9 meses de idade. Pessoas que pretendam viajar para os municípios de risco devem receber a dose com dez dias de antecedência. O mosquito transmissor da doença é característico das matas e vegetações à beira de rios e não sobrevive em áreas urbanas.
Redação Terra