Polícia de Goiás pedirá prisão de suposta esteticista

07 de janeiro de 2009 • 01h29 • atualizado às 02h55

A Polícia Civil de Goiás irá pedir prisão preventiva da suposta esteticista Divanete da Costa Alves. Ela é acusada de exercício ilegal da medicina, de provocar lesões corporais graves em pacientes, estelionato, propaganda enganosa e de vender e distribuir produtos terapêuticos irregulares. O último crime é inafiançável e a pena varia de 10 a 15 anos de reclusão.

Na segunda-feira, duas vítimas e a mãe de uma outra estiveram na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) para denunciar a dona da Solare Clínica de Estética, interditada por fiscais da Diretoria de Vigilância Sanitária Municipal, no dia 30 de dezembro, por não ter alvará de funcionamento. Na ocasião, Divanete foi detida e liberada após prestar depoimento.

As três mulheres foram submetidas a tratamentos estéticos que não deram o resultado ou provocaram lesões corporais graves. Até agora, o caso mais grave é o de Kárita Cristina de Araújo, 22 anos, que fez tratamentos contra estrias, celulites e para aumentar seios e nádegas. Ela teve feridas nos seios e nádegas que, nove meses após o procedimento, ainda não cicatrizaram.

A contabilista Ivani Vieira Gomes da Silva, 37 anos, também fez tratamento para estrias, celulites e varizes, mas ficou com nódulos nas nádegas. Outra suposta vítima é Emanuelle Ribeiro, 31 anos. No dia 6 de dezembro, ela fez uma tatuagem no pé que já está desaparecendo. O mesmo ocorreu com seu marido.

Redação Terra
 
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