Metrô: chance de alguém ser preso é pequena, diz promotor

06 de janeiro de 2009 • 13h34 • atualizado às 16h49

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


O promotor Arnaldo Hossepian, segundo promotor de Justiça Criminal de Pinheiros, na capital paulista, afirmou que é pequena a chance dos 13 indiciados pelo desabamento no Metrô, em janeiro de 2007, serem presos. Ele confirmou que todos estão sujeitos a penas que variam entre 18 meses e seis anos de detenção, mas acredita, porém, que o encarceramento dos acusados, caso venham a ser condenados pela Justiça, é improvável.

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A juíza Margot Chrisóstomo Correa Pegossi, da 1ª Vara Criminal de Pinheiros, aceitou a denúncia apresentada ontem pelo Ministério Público de São Paulo, contra 13 funcionários do Metrô e do Consórcio Via Amarela por responsabilidade no acidente que matou sete pessoas após o desabamento das obras da futura estação Pinheiros.

"Até pelo prazo da pena é possível que, em caso de condenação, as pessoas já passem a gozar, desde o início, do regime semi-aberto. O mais provável, nesse caso, seria a aplicação de uma pena substitutiva, como a restrição de direitos", disse o promotor citando, entre os exemplos, a prestação de trabalhos à comunidade.

Hossepian afirmou que, durante os dois anos que trabalhou no caso, ficou convencido que o motivo que levou à catástrofe foi o excesso de confiança dos responsáveis pela obra, tanto representantes do Consórcio quanto do Metrô.

"São pessoas gabaritadas e não tratamos aqui de imperícia, mas sim de imprudência e negligência. O excesso de confiança era tal que eles jamais imaginaram que um acidente dessa gravidade pudesse acontecer", afirmou.

O promotor disse ainda que, durante a investigação, em nenhum momento foi constatado qualquer tipo de pressão política para que o andamento da obra fosse acelerado. "Não há nenhum indício de que isso tenha acontecido. Pelo menos no que foi apurado até o momento. Se a obra não tivesse sido mal feita, não teríamos a denúncia desses réus agora", disse.

Nos próximos dias, o promotor vai ouvir, em conjunto com a polícia, mais duas pessoas que não estão citadas na denúncia. Os 13 réus terão dez dias, a partir da aceitação pela juíza, para fazer uma defesa prévia. A partir daí, serão ouvidas 33 testemunhas de acusação.

Redação Terra
 
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