Mais de 400 mil armas são recadastradas em 2008

06 de janeiro de 2009 • 11h26 • atualizado às 11h27

Mais de 400 mil armas que estavam sem registros ou apenas com as antigas autorizações estaduais foram recadastradas em 2008, de acordo com balanço preliminar da Polícia Federal. O prazo para recadastramento sem necessidade de taxas ou testes psicológicos terminou no dia 31 de dezembro.

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A estatística corresponde ao total de pedidos de recadastramento feitos pela internet, de acordo com o chefe substituto do Serviço Nacional de Armas, delegado Douglas Saldanha.

"Registramos na web pedidos de regularização de mais de 400 mil armas irregulares que estavam em circulação. É um número bastante expressivo", avaliou hoje, em entrevista à Rádio Nacional.

A PF ainda vai contabilizar os pedidos de regularização feitos diretamente nas unidades da corporação em todo o País. Saldanha lembra, no entanto, que o registro não garante porte de arma ao proprietário.

"O registro permite que a pessoa possa simplesmente manter o armamento em casa; não autoriza que ela transporte esse armamento em ambientes públicos, na rua", explicou.

Para quem ainda tem armas em casa sem registro, a recomendação do delegado é a entrega do equipamento em umas das unidade da PF, com direito a receber indenização que varia de R$ 100 a R$ 300. "Foram campanhas paralelas: o recadastramento terminou, mas a entrega de armas mediante indenização continuará durante todo o ano de 2009."

A manutenção da arma de fogo em casa sem o registro atualizado na Polícia Federal é considerada crime, previsto no Estatuto do Desarmamento, com penas que podem chegar a seis anos de prisão.

De acordo com o delegado, a concessão de novos portes de armas está restrita a autoridades policiais, às Forças Armadas e a pessoas que exerçam atividade de risco ou tenham sua integridade ameaçada.

"As autoridades que analisam pedidos de porte de armas têm sido bastante criteriosas. É uma análise caso a caso", explicou. Em 2008, 9 mil novos portes de armas foram emitidos pela PF, número "restrito", na avaliação do delegado.

Agência Brasil
 
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