SP: MP denuncia 13 por cratera em obra do Metrô

05 de janeiro de 2009 • 18h45 • atualizado às 19h45

Hermano Freitas
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia à Justiça contra 13 pessoas, entre membros do Metrô e do Consórcio Via Amarela, por responsabilidade no acidente que matou sete pessoas após o desabamento das obras da futura estação Pinheiros, em janeiro de 2007. Os indiciados deverão responder por homicídio culposo (sem intenção de matar), caso a denúncia seja aceita. O documento foi protocolado às 11h39.

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No dia 12 de janeiro de 2007, um desabamento, por volta das 15h, atingiu as obras de expansão do Metrô de São Paulo, junto à estação Pinheiros. Uma cratera de 30 m de profundidade e 80 m de diâmetro foi aberta na rua Conselheiro Pereira Pinto, próximo à avenida Nações Unidas. Pedestres, caminhões e carros caíram na cratera, onde sete pessoas morreram.

O pedido será analisado pela juíza Margot Pegossi, da 1ª Vara Criminal, que deverá dar o seu parecer nesta terça-feira sobre o assunto. O promotor Arnaldo Hossepian, responsável pela denúncia, marcou para esta terça-feira uma entrevista onde pretende detalhar os motivos do encaminhamento.

O consórcio, responsável pela execução da obra, é formado pelas empresas OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

Em nota, o Metrô afirmou que "continuará a colaborar intensamente com as autoridades" e que irá se pronunciar após o resultado oficial do inquérito. O consórcio Via Amarela, responsável pela obra, informou, por meio de sua assessoria, que irá se pronunciar assim que tomar conhecimento oficial do posicionamento do Ministério Público.

Redação Terra
 
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