Rio: prefeitura faz sete operações de ordem urbana

04 de janeiro de 2009 • 10h37 • atualizado às 10h39

Principal bandeira de campanha do então candidato à Prefeitura do Rio Eduardo Paes, o esperado "choque de ordem urbana" começa com força: sete ações distintas em todas as regiões da cidade. O secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, estará à frente do contingente, que pode chegar a 2 mil servidores. As ações são apenas o primeiro passo, para provocar impacto, uma espécie de cartão de visitas do que está por vir, segundo as autoridades municipais.

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Centro, Tijuca, Copacabana, Leme, Ipanema, Leblon e Gávea serão os primeiros bairros a sentir os efeitos das ações da Secretaria de Ordem Pública. Ainda esta semana, as autoridades do município devem começar novas operações também em Botafogo, Flamengo e Largo do Machado.

Bethlem também se reúne na terça-feira com a secretária de Cultura, Jandira Feghali, para traçar planos para o reordenamento da Lapa.

A secretaria ainda elabora plano para reprimir os estacionamentos irregulares e a ação dos flanelinhas. "O modelo atual é totalmente equivocado. Hoje, qualquer um compra talões de tíquete e vai vender no meio da rua. Fica até difícil configurar quem está trabalhando irregularmente e quem é guardador oficial", afirmou Bethlem.

Consta ainda no planejamento da secretaria a terceirização da frota da Guarda Municipal, com a liberação de maior número de agentes para ação ostensiva, iniciativa similar à adotada pelo governo do Estado com a Polícia Militar.

Armas não letais
O convênio assinado entre a atual administração e o Ministério da Justiça para aquisição de armamento não letal para a Guarda Municipal (GM) mostra que será estabelecido novo patamar para operações de reordenamento da cidade.

Ainda que demore algumas semanas entre a aquisição do equipamento, o treinamento dos agentes e a utilização do armamento nas ruas, a iniciativa evidencia a radicalização no combate às pequenas infrações que tomaram conta da cidade.

"Para mim, a gente coloca os agentes com esses equipamentos na rua o mais rápido possível", afirmou Bethlem. "Nós já mandamos o projeto. Vamos fazer alguns exercícios orçamentários, para que ainda neste primeiro semestre a GM esteja devidamente equipada. Isso é urgente."

Segundo o subsecretário de Operações da Secretaria Especial de Ordem Pública, delegado Carlos Oliveira, todas as polícias da Europa Ocidental e da América do Norte já usam com eficácia esse tipo de armamento.

"A idéia é adquirir armamentos não só de contundência, como as balas de borracha, mas também químicos e elétricos. Todos visando a atordoar aquele que ofereça resistência violenta contra as ações legítimas da secretaria. Principalmente em distúrbios", explicou Oliveira, que foi titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) por 7 anos.

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