A polícia encontrou um suspeito de conduzir a lancha que atropelou e matou o empresário alemão Christian Martin Wölffer, 70 anos, na tarde do dia 31 de dezembro, no Saco de Mamanguá, na Baía de Paraty. O homem prestou depoimento e foi liberado.
» Polícia busca lancha que matou alemãoSegundo policiais da 167º DP (Paraty), o suspeito estava numa pousada no município de Cunha, na divisa de São Paulo com Rio. Ele pode ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e por omissão de socorro, com pena prevista de até quatro anos.
De acordo com a polícia, o suspeito foi identificado na noite de sábado e mora no Cunha, cidade paulista vizinha a Paraty. A polícia ainda não divulgou o nome do suspeito, mas informou que ele tem 28 anos.
Ele apresentou álibis para provar que estava em uma pousada em Ilha Grande. O suspeito estaria em companhia de outras duas pessoas na lancha, que devem ser interrogadas ainda hoje.
Devido aos cortes confirmados pela perícia médica, a polícia acredita que a embarcação seja de pequeno porte. Wölffer morreu em virtude de uma hemorragia interna provocada pelos cortes transversais nas costas. Tudo indica que os cortes foram provocados por hélices de uma embarcação.
Uma das filhas do emprésário chegou ao Brasil ontem. O corpo do alemão passou por autópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis e seria embalsamado no Laboratório de Inhaúma. A previsão é de que o corpo seja liberado amanhã.
Wölffer era um dos empresários mais conhecidos da região dos Hamptons, o balneário de luxo próximo a Nova Iorque, destino preferido dos ricos e famosos.
Há 22 anos, o alemão, nascido em Hamburgo, transformou uma simples fazenda de plantação de batatas num dos vinhedos mais importantes do mundo, o Wolffer Estate.
Com informações de O Dia e JB Online
Redação Terra