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vc repórter: mulheres fecham quartéis em SC

27 de dezembro de 2008 12h21

Mulheres integrantes do Movimento das Esposas e Familiares dos Praças bloqueando a entrada de um quartel de Florianópolis . Foto: Gustavo Ferreira Baptista/vc repórter

Mulheres integrantes do Movimento das Esposas e Familiares dos Praças bloqueando a entrada de um quartel de Florianópolis
Foto: Gustavo Ferreira Baptista/vc repórter

Mulheres integrantes do Movimento das Esposas e Familiares dos Praças de Santa Catarina bloqueiam, há seis dias, a entrada de quartéis em Florianópolis. Elas reivindicam melhores condições salariais para os policiais. Segundo a Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc), até ontem, 34 unidades militares e 172 viaturas estavam paralisadas.

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Em nota publicada no site oficial do movimento, as mulheres afirmaram que não irão desistir do bloqueio até que um acordo pelo cumprimento da Lei 254 seja feito. "Passamos o Natal e, se preciso for, entraremos 2009 unidos e fortes junto com nossos familiares policiais e bombeiros militares". Na nota, as mulheres afirmam que fazem manifestação pacífica e estão bloqueando os quartéis por livre e espontânea vontade.

Em razão do bloqueio no 1° Comando Geral de Florianópolis, o serviço de atendimento de emergência precisou ser transferido para outro local.

Segundo o sargento Cléber, adjunto do quartel do 1° Comando Geral de Florianópolis, o local para onde o serviço de atendimento de emergência foi transferido não pôde ser revelado para evitar manifestações em frente ao local. "O Copom atende ocorrências normalmente. Já as viaturas, damos prioridade às ocorrências com maior gravidade, pois estamos com poucos carros", explicou.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Justiça informou que enviará 160 homens da Força Nacional de Segurança e 40 viaturas para atender a população, devido à greve da Polícia Militar.

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, condenou, em nota, a greve dos policiais militares e disse que não negociaria "com a faca no peito". Segundo Luiz Henrique, a paralisação é uma afronta às normas da Constituição Federal e aos regulamentos militares. "O movimento não é reivindicatório, é guerrilheiro", disse.

Os militares buscam o cumprimento da Lei Complementar 254, sancionada em 2003, que estabelece um reajuste de até 93% nos salários. Segundo a associação, até agora o governo pagou a metade do que foi estabelecido na lei. Também reivindica a efetivação do plano de carreira, aprovado em 2006.

Os internautas Gustavo Ferreira Baptista, de Lages (SC), e Alexandre Santos, de Itapema (SC), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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