Sanguessugas: MPF-AL denuncia ex-deputado federal

19 de dezembro de 2008 • 15h24 • atualizado às 15h24

O MPF-AL (Ministério Público Federal em Alagoas) denunciou à Justiça Federal o ex-deputado federal João Caldas por desvio de recursos do Orçamento da União destinados à aquisição de ambulâncias e equipamentos hospitalares, através de licitações fraudadas.

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Além dele, responderão à ação penal por envolvimento na chamada máfia das sanguessugas a assessora parlamentar Christiane Araújo de Oliveira e os empresários Darci Vedoin e Luiz Antonio Vedoin.

Segundo o procurador da República Daniel Ricken, a denúncia foi recebida pela 8ª Vara Federal, que determinou a notificação dos réus para apresentarem defesa.

Pelos mesmos fatos, Caldas, a assessora e os empresários respondem a duas outras ações de improbidade administrativa propostas em 2006 pelo MPF-AL.

Na quinta-feira, o Ministério Público propôs uma outra ação de improbidade administrativa, desta vez contra o prefeito eleito de Traipu, Marcos Santos, por seu envolvimento na máfia das sanguessugas.

Nas ações de improbidade, o objetivo é que o réu seja condenado a ressarcir o dano causado aos cofres públicos, além de outras penas restritivas de direito, como a perda da função pública, o pagamento de multa pecuniária, a perda dos direitos políticos por até dez anos, além da proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período.

No caso da ação contra o prefeito de Traipu, foi requerida a condenação pelo dano moral coletivo sofrido pela população do município, que ostenta um dos piores índices de desenvolvimento social do País. Na ação penal, foi pedida a condenação a penas restritivas de liberdade.

Redação Terra
 
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