Laryssa Borges
Direto de Brasília
Brasil
» Candidato desiste e apóia Temer
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Para acirrar a disputa, o atual presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), informou ter encontrado uma sustentação jurídica que o permita a reeleição na mesma legislatura. O nome do senador José Sarney (PMDB-AP) é apontado como uma saída alternativa ao caso.
Na Câmara, onde deveria ser confirmada a nomeação de Michel Temer (PMDB-SP), concorrem também o cargo o candidato derrotado a vice-prefeito de São Paulo Aldo Rebelo (PCdoB) e o deputado Ciro Nogueira (PP-PI). Osmar Serraglio (PMDB-PR) ameaça lançar-se candidato, ao passo que Nilton Monti (PR-SP) se retirou da disputa.
"A política é muito simples se soubermos administrá-la. A situação estava dada. Pensei que o jogo já estivesse definido: o companheiro Tião no Senado e o Michel Temer na Câmara. Mas tem gente que acha que pode, e pode. Do ponto de vista democrático, pode, do ponto de vista da liberdade, todo mundo tem o direito de se expressar, mas o eleito tem que ter a respeitabilidade e credibilidade dos membros que vai liderar", comentou Lula.
Em 2005, após dois candidatos governistas, Virgílio Guimarães (PT-MG) e Luiz Eduardo Greenhlagh (PT-SP) insistirem em disputar a presidência da Câmara, acabou saindo vitorioso o deputado Severino Cavalcanti, apoiado pelos parlamentares do chamado "baixo clero". Nesta sexta-feira Lula relembrou o episódio e alertou: "Não podemos incorrer no mesmo erro, não sei se vocês se lembram, no passado, quando o resultado (...) foi a eleição do deputado Severino". "(Os candidatos) Não podem sair atirando para todo lado. Se pulverizar, complicamos a política".
Redação Terra