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Os estudantes do segundo ano do ensino médio das escolas públicas de Brasília poderão lutar por 60 vagas de estágio na suprema corte. Eles terão contato com a parte administrativa do STF.
Empresas fogem de estágio
A secretária-adjunta de Educação, Eunice Santos, explica que o estágio veio em ótima hora para os alunos da rede pública. Segundo ela, com a aprovação da lei do estágio, muitas empresas públicas e privadas estão deixando de aceitar estagiários, o que tem prejudicado o programa de jovens aprendizes do GDF.
A Secretaria de Educação selecionará os alunos que ganharão as vagas de estádio com base no rendimento dos adolescentes. Os critérios utilizados serão a freqüência e a média de rendimento durante todo o ano de 2008. Só os alunos que prestaram o primeiro ano do segundo grau neste ano - e foram aprovados para o terceiro ano - poderão concorrer.
"Queremos não só premiar os melhores alunos, mas acima de tudo incentivar os outros a verem que a uma boa vida escolar é o caminho para o sucesso. Queremos que os outros se tornem melhores também", disse Eunice.
Presidiários empregados
O setor administrativo do STF também receberá outros 40 novos auxiliares. Eles são presos do sistema penitenciário brasiliense que cumprem regime semi-aberto no sistema de progressão de pena. Eles podem passar o dia trabalhando e voltam para o centro ao anoitecer.
Segundo o diretor da Fundação de Amparo ao Preso (Funap), Brás Justino, os futuros funcionários do STF serão selecionados de acordo com a aptidão para o trabalho. No turno da noite, eles terão aulas do ensino médio e fundamental.
Regime de progressão
Pelo regime de progressão da pena, a cada três dias trabalhados, o condenado terá um dia de redução na pena. Além disso, os trabalhadores receberão um salário de acordo com a formação. Quem já tiver concluído o nível médio, receberá R$ 650, R$ 100 a mais do que ganha o trabalhador que tem apenas nível fundamental.
"A contratação por órgãos públicos parece ser a única saída para essas pessoas. Ainda existe muito preconceito nas empresas privadas contra quem já cumpriu a pena", disse Justino, que afirma que muitos órgãos do DF já firmaram contratos com a Funap.
Mas para ele, esses períodos no serviço público é benéfico porque é uma vitrine do trabalho deles. Segundo ele, uma média de um ex-presidiário por mês é contratado por empresas privadas que são prestadores de serviços nesses órgãos públicos e acabam aprovando o trabalho de alguns presidiários.
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