Jobim: política militar é papel de governo civil

18 de dezembro de 2008 • 17h39 • atualizado às 17h44

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quinta-feira que a formulação de políticas militares é um papel do governo civil. Em discurso no lançamento do Plano Nacional de Defesa, que prevê reformulações no setor das Forças Armadas, Jobim disse que os militares assumiram essa tarefa em outras ocasiões porque o poder civil não o fez.

» Serviço obrigatório deve ser ampliado
» vc repórter: mande fotos e notícias

"(O plano) é a formulação de uma política militar que defina preparação, programação e atualização das Forças Armadas. Isso deve ser feito pelo governo democrático", afirmou Jobim. "Se o governo civil não assumir essa tarefa, evidentemente os militares o farão".

O ministro afirmou ainda que o plano prevê a integração da Defesa Nacional com a política de relações exteriores, que, segundo ele, "um é complementar ao outro.

O Plano Nacional de Defesa é focado em ações estratégicas de médio e longo prazo e tem o objetivo de modernizar a estrutura nacional de defesa, atuando em três eixos estruturantes: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e política de composição dos efetivos das Forças Armadas.

Serviço obrigatório
Um dos pontos do plano trata do alistamento militar e do serviço obrigatório, que será reforçado. De acordo com o texto, os recrutas serão selecionados por dois critérios principais.

O primeiro será a avaliação do recruta quanto a combinação do vigor físico com a capacidade analítica, medida de maneira independente do nível de informação ou de formação cultural. O segundo será o da representação de todas as classes sociais e regiões do País, para que o alistamento militar não atinja somente as classes mais pobres.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »