Fabiano Klostermann
Direto da Costa do Sauípe
Brasil
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No fim de novembro, o Equador recorreu à Câmara de Comércio Internacional para julgar o empréstimo concedido pelo BNDES. O montante foi usado na construção da hidrelétrica de San Francisco pela empreiteira brasileira Odebrecht. Após apresentar falhas no funcionamento, a usina foi paralisada e a empresa expulsa do país pelo presidente equatoriano. Após a decisão do governo do Equador, o Itamaraty convocou para consultas seu embaixador brasileiro em Quito para revisar as relações com o país.
Além da promessa do pagamento da parcela, parte dos US$ 243 milhões emprestados pelo banco de fomento brasileiro ao Equador, Correa e Lula se comprometeram a resolver a questão de uma forma mais "tranqüila", informou o assessor. Desde o anúncio de que o governo equatoriano questionaria a legalidade do empréstimo, os chefes de Estado têm trocado acusações de uma suposta "politização" da questão.
Segundo um assessor da presidência, o encontro durou 50 minutos e foi a mais longa reunião bilateral realizada pelo presidente nesta quarta. Além de Correa, Lula também se encontrou com os presidentes de Honduras, Manuel Zelaya; da Bolívia, Evo Morales, e do Uruguai, Tabaré Vásquez.
O assessor de Lula afirmou ainda que a parcela, de valor não divulgado, deve ser quitada por meio de Contrato de Crédito Recíproco (CCR).
Redação Terra