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SC cria grupo para prevenir catástrofes naturais

17 de dezembro de 2008 17h06 atualizado às 17h08

O governo de Santa Catarina oficializou nesta manhã a criação de um grupo técnico científico que vai definir onde é seguro reerguer as casas destruídas por enchentes ou deslizamentos de terra no Estado. Os estudiosos vão avaliar causas e efeitos de catástrofes naturais, bem como ações para preveni-las. Os resultados preliminares devem ser entregues em seis meses.

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As chuvas que atingiram Santa Catarina em novembro e dezembro deixaram 128 mortos e 22 desaparecidos. Universidades, secretarias de Estado, instituições e empresas públicas participam do grupo, que atuará nas áreas de geotécnica e solos, meteorologia e clima, hidrologia, geoprocessamento, urbanismo, monitoramento e educação ambiental, gestão florestal e tecnologia da informação. O objetivo é estudar e diminuir o impacto de enchentes, inundações, deslizamentos, enxurradas, ciclones, tornados, furacões, ressacas, mudanças climáticas, secas e estiagens.

"Imediatamente vamos fazer um estudo dos solos onde as prefeituras pretendem construir novas residências e ver se estão mesmo fora de áreas de risco", disse o professor Zenório Piana, diretor de Pesquisa Agropecuária e Meio Ambiente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Ele é responsável pela coordenação técnica do grupo, em parceria com Hugo José Braga, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina/Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram).

O grupo também vai investigar como as águas da chuva e dos rios provocam enchentes no Vale do Itajaí. "Blumenau é suscetível a cheias e é importante saber quando o rio vai transbordar e onde o nível da água vai chegar se houver inundação", disse Piana. Segundo ele, outro ponto a ser definido é a capacidade que o solo tem de reter água da chuva, por infiltração. "Ainda vamos analisar estudos já existentes sobre a possibilidade de fazer canais extravazores para que a água escoe por um caminho que afete pouco a cidade, semelhante ao que foi feito em Brusque".

O governo também quer investir na melhora das previsões do tempo. Luiz Henrique negocia com o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, a compra de um radar meteorológico para Santa Catarina. O equipamento custa cerca de US$ 2 milhões.

A coordenação geral do grupo é do professor Antônio Diomário de Queiroz, presidente da Fapesc. Já Zenório Piana, também da Fapesc, Hugo José Braga, da Epagri/Ciram, são da coordenação técnica. Completam o grupo representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade Regional de Blumenau (Furb), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Redação Terra