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vc repórter: 130 mil têm risco de leptospirose em SC

11 de dezembro de 2008 12h25 atualizado às 20h02

Objetos destruídos pela chuva das últimas semanas em rua de Itajaí (SC) . Foto: Márcio Wendt/vc repórter

Objetos destruídos pela chuva das últimas semanas em rua de Itajaí (SC)
Foto: Márcio Wendt/vc repórter

Francisco de Assis
Direto de Santa Catarina

A Defesa Civil de Itajaí (SC) alerta para o risco de 130 mil pessoas terem se contaminado com a leptospirose durante as chuvas que atingiram o Estado. "A gente calcula que aproximadamente 130 mil pessoas tiveram um contato direto com a água. Então essas pessoas não podem vacilar", disse o coordenador Sérgio Burgonovo. "Se estiverem, com os sintomas precisam procurar rapidamente um posto de saúde. Se a leptospirose for diagnosticada no início, a probabilidade de cura é grande, mas se deixar passar é perigoso, afinal, é uma doença letal".

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Nas ruas do município, conhecido sobretudo pela intensa atividade portuária, a população sofre com os efeitos da cheia que deixou a região em estado de alerta.

"As ruas estão esburacadas, o sistema de drenagem está totalmente comprometido e algumas pontes foram danificadas. O problema maior vai ser para a população que chegou em casa e vai ter que jogar tudo fora", afirmou Burgonovo. "A gente anda pela periferia e vê que esse pessoal não tem mais nada. O prejuízo social é muito grande."

De acordo com a Defesa Civil, 76 casas foram interditadas e pelo menos 170 pessoas ainda estão desabrigadas. "Cerca de 85% da área urbana da cidade foi tomada pela enchente. Os 15% restantes sofreram com os desmoronamentos", acrescentou o coordenador. "Nesse momento, estamos direcionando nosso trabalho para a distribuição de alimentos, verificação de risco das casas e triagem das pessoas que estão alojadas, mesmo porque muitas estão se aproveitando da situação."

O balanço oficial divulgado pela prefeitura aponta que três pessoas perderam a vida durante a tragédia e 20 ainda estão desaparecidas.

O resultado da maior enchente da história da cidade se reflete também no comércio. Muitas portas estão abertas, mas o movimento ainda está abaixo do normal.

"A gente nota que a cidade está parada. As lojas estão vazias", afirmou a diarista Rosângela Galazem. "As aulas terminaram antes do que deveria. Está tudo muito diferente do que estamos acostumados."

O internauta Márcio Wendt, de Itajaí (SC), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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