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Morre torcedor do São Paulo baleado no DF

11 de dezembro de 2008 12h13 atualizado às 12h53

O torcedor Nilton César de Jesus foi baleado antes da partida do São Paulo contra o Goiás. Foto: Joel Rodrigues/Futura Press

O torcedor Nilton César de Jesus foi baleado antes da partida do São Paulo contra o Goiás
Foto: Joel Rodrigues/Futura Press

O torcedor do São Paulo Nilton César de Jesus, 26 anos, morreu nesta manhã no Hospital de Base de Brasília. A vítima foi atingida com um tiro na cabeça no domingo, pouco antes da partida contra o time do Goiás, no estádio Bezerrão, no Gama (DF). O disparo ocorreu durante confronto envolvendo uma torcida organizada do São Paulo e policiais.

» Veja fotos do tumulto
» Policial atira na cabeça de torcedor
» CORREÇÃO: morre torcedor baleado
» Promotor: tiro foi acidental

O sargento da PM José Luiz Carvalho Barreto, suspeito de ter atirado no torcedor foi levado para um presídio militar, mas foi libertado pela Justiça. Ele foi autuado por lesão corporal grave. Segundo nota oficial da assessoria da Polícia Militar, o policial tinha cerca 20 anos de serviço sem desvios de conduta.

A advogada Alessandra Camarano, que defende o sargento, afirmou, na última terça-feira, que seu cliente estava em estado de choque e muito abalado emocionalmente. Ele passou por entrevistas com uma equipe da Polícia Militar para avaliação psicológica que, segundo ela, deve conceder uma licença de um mês para o policial.

Despreparo
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), reconheceu o despreparo da polícia local, durante visita ao Congresso Nacional, também na terça-feira. Arruda ressaltou, no entanto, que o despreparo da polícia é um "fenômeno" nacional e não exclusividade do Distrito Federal.

"Este é um fenômeno (nacional). Nós vamos investir na preparação da nossa polícia. (...) Temos a preocupação de preparar melhor os policiais militares", disse o governador.

Arruda lamentou o episódio, mas ponderou que o fato não pode retirar Brasília do eixo dos grandes eventos, já que situações muito mais graves ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo e nem por isso as cidades deixaram de ser palco dos maiores espetáculos que ocorrem no País.

Redação Terra