Ministro do STF defende piso de R$ 950 para professores

09 de dezembro de 2008 • 00h38 • atualizado às 09h05

Omar Jacob
Direto de Fortaleza

Brasil


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello, afirmou que é contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida por governadores que discordam da lei do piso nacional do magistério. Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto que instituiu o salário dos professores da rede pública em R$ 950.

"Penso que, diante dos impostos que são satisfeitos no Brasil, da carga tributária, não se pode cogitar a possibilidade dos municípios não honrarem esse piso. Só se deve declarar inconstitucionalidade de uma lei quando ela é gritantemente frontal à carta da república", disse.

A declaração trouxe ânimo para lideranças da categoria que acompanharam uma solenidade na Câmara Municipal de Fortaleza, onde o ministro recebeu o título de cidadão da cidade.

Os magistrados do Ceará estão em greve desde o dia 27 de novembro em protesto ao posicionamento do governador Cid Gomes (PSB). Além do Ceará, governadores do Rio Grande de Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina são contra a implementação da lei.

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