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 Planalto nega censura a palavrão em discurso de Lula
08 de dezembro de 2008 21h22 atualizado em 09 de dezembro de 2008 às 00h32

O Palácio do Planalto negou que tenha censurado propositadamente um discurso em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou um palavrão para explicar a postura do Brasil diante da crise financeira mundial. Na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, o presidente relacionou a cautela do governo em relação à crise a um médico que poderia dar más notícias a um paciente.

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"Você diria ao paciente 'sifu'? Se você chega dizendo a gravidade da doença, você acaba matando o paciente", disse o presidente na ocasião. Na degravação oficial disponibilizada pelo Palácio do Planalto, no entanto, a expressão foi substituída por uma explicação de que não era possível ouvir a palavra, classificada como "inaudível".

Ao esclarecer o caso, o secretário de Imprensa do Planalto, Nelson Breve, admitiu o erro, mas disse que a falha não foi proposital e não representa nenhuma tentativa de censurar os discursos do presidente. "O importante da degravação é que para a imprensa seja uma ferramenta que facilite o trabalho. Nós erramos e estamos aqui dizendo. Não foi um erro proposital, foi um erro de um funcionário", disse.

Segundo ele, em uma tentativa de agilizar a divulgação do discurso, acabou-se por "deixar passar" a palavra "inaudível" em substituição ao original: "sifu". "Seria inútil tentar fazer no texto algum tipo de censura, já que também disponibilizamos o áudio dos discursos", completou o secretário de Imprensa.

Redação Terra