Polícia apreendeu CPU e notebook de Marco Antonio Becker |
Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre
Porto Alegre
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"As imagens vão auxiliar muito pouco no reconhecimento. Não tem como melhorá-las muito", disse Vieira Junior.
O chefe do Deic afirmou que o delegado Rodrigo Bozzeto, da Delegacia de Homicídios, ouviu a principal testemunha do assassinato novamente no último sábado. "Ele admitiu que foi além do que presenciou. No primeiro relato, disse que os criminosos teriam falado com ele e dito: 'não te mete'", disse Vieira Junior.
De acordo com o diretor do Deic, conforme o relato anterior, o homem estaria de 80 cm a 1 m do médico. Agora, essa distância passaria para 10 m ou 15 m. Por isso, a polícia informou que não é possível fazer e divulgar o retrato falado dos suspeitos.
"Não é a primeira vez que uma testemunha falta com a verdade. Isso é comum em qualquer processo criminal", disse.
Satiagraha
Vieira Junior disse que a polícia já solicitou a quebra do sigilo telefônico do médico. No entanto, disse que após a Operação Satiagraha, essa medida está mais lenta. "Antes da Satiagraha, a gente conseguia tudo. Antes era tudo mais rápido, depois burocratizou".
Em 9 de setembro deste ano, o plenário do Conselho Nacional de Justiça aprovou a resolução que regulamenta o procedimento destinado às autorizações judiciais para escutas telefônicas. A regulamentação prevê a redução dos intermediários e a identificação das pessoas que tiveram acesso às escutas autorizadas, com a finalidade de preservar o sigilo das informações obtidas e evitar vazamentos.
Segundo o diretor do Deic, há duas novas possibilidades de motivação para o assassinato que chegaram do interior do Estado. Segundo ele, as principais hipóteses são relacionadas à atividade profissional e à pessoal.
A empresa Baluma SA, que explora o Cassino Conrad, em Punta Del Este, no Uruguai, cobrava na Justiça uma dívida de R$ 55.482,44 do médico.
Redação Terra