Enquanto muitos peemedebistas articulam qual será o nome da legenda a disputar as eleições para presidência do Senado, nos bastidores muitos acreditam que o PMDB irá voltar atrás e desistir de lançar um nome sozinho, fechando acordo com o PT.
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O candidato do PT a ocupar a cadeira de Garibaldi Alves, senador Tião Viana (PT-AC), diz estar "otimista" de que essa seja a atitude do PMDB. Segundo ele, esta seria a única saída para que não houvesse um "desequilíbrio" já que a vitória de Michel Temer nas eleições da Câmara já é tida como certa.
"Estou confiante e otimista nisso (de que o PMDB volte atrás) porque eles sabem que nós temos sempre que buscar o equilíbrio entre as duas Casas", disse, ao comentar a possibilidade de o PMDB assumir as presidências da Câmara e do Senado.
Na visão do senador, o PMDB só decidiu anunciar a candidatura própria no Senado para evitar problemas entre a ala que deseja ter um candidato único do partido e a ala que quer fechar aliança com o PT.
"Eles só decidiram para evitar um racha, uma divisão no partido, porque aqueles que querem candidatura própria não iriam aceitar. Mas tenho certeza de que mais pra frente nós teremos uma candidatura unida entre PT e PMDB no Senado", afirmou.
Apesar de boa parte das declarações dos peemedebistas apontarem para uma candidatura própria com nomes de peso, como o do ex-presidente José Sarney, nos bastidores, muitos membros do partido tem a mesma opinião do petista Tião Viana.
"Acho difícil o partido se manter nessa linha (de candidatura própria) porque o único nome que teria o apoio de todos é o de Sarney e talvez para ele não seja politicamente interessante ocupar o cargo de presidente do Senado agora", disse um membro da legenda que pediu para não ser identificado.
Alguns membros do PMDB avaliam ainda que como o partido sequer escolheu qual será o nome do partido a entrar na disputa no Senado, tudo indica que o caminho poderá ser mesmo o de se fechar uma aliança em torno de Tião Viana.
Mas o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), afirma que não ouviu comentários sobre a possibilidade de o partido "voltar atrás"."Não ouvi nada a respeito e qualquer decisão terá que passar pela bancada. Como a bancada decidiu por unanimidade ter candidatura própria, acho difícil que em votação a bancada volte atrás, muito difícil", afirmou.
Já o líder do PSB, Renato Casagrande (ES), não só acredita numa desistência por parte do PMDB como afirma que torce para que isso aconteça "para o bem do Senado". "Não seria bom nós termos uma candidatura única. A minha aposta e a minha torcida são para que a gente consiga unificar na candidatura do Tião Viana, será melhor até para dar mais estabilidade ao Temer na Câmara", disse.
Segundo ele, o fato de o PT ter anunciado que vai apoiar Michel Temer na Câmara mesmo sem ter o apoio do PMDB na candidatura de Tião Viana no Senado pode ajudar o partido a desistir de seguir sozinho.
"É um sinal de um ambiente de unidade, de buscar consenso. Foi um bom sinal do PT na Câmara e isso ajuda na agregação em torno do Tião Viana", concluiu.
- Redação Terra

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