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Morte de menino: moradores incendeiam táxi em protesto

04 de dezembro de 2008 12h24 atualizado às 16h51

Blindado Caveirão arrasta carro incendiado pelos manifestantes . Foto: André Luiz Mello/O Dia

Blindado Caveirão arrasta carro incendiado pelos manifestantes
Foto: André Luiz Mello/O Dia

Cerca de 50 pessoas interditaram a Linha Amarela por 20 minutos, na pista sentido Barra da Tijuca, entre as 12h e as 12h20, em protesto à morte de um menino de 8 anos na favela Baixa do Sapateiro, no complexo de favelas da Maré, na zona norte. De acordo com informações de motoristas, um taxista foi arrancado de dentro de seu carro e moradores teriam colocado álcool e ateado fogo no veículo.

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A Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral para conter os manifestantes. Ninguém ficou ferido e o Corpo de Bombeiros controlou as chamas no táxi.

A Linha Vermelha chegou a ter três faixas interditadas por volta das 11h20, mas também já foi liberada.

Por volta das 13h, a Polícia Militar interceptou, na avenida Brasil, um caminhão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) supostamente roubado. Dentro do veículo estava uma garrafa de álcool que seria, segundo a PM, usada para incendiá-lo. O motorista fugiu.

De acordo com informações de moradores, por volta de 8h, a criança saía de casa para comprar pão quando foi atingida na cabeça por um tiro de fuzil. Eles disseram que o tiro teria partido de um policial militar que estaria realizando uma operação no local. O corpo do menino foi periciado e removido do local pela Defesa Civil, por volta das 12h30.

O tenente-coronel Seixas, comandante do 22º Batalhão da PM, afirmou que a polícia trocou tiros com bandidos que se enfrentavam entre as favelas Baixa do Sapateiro e Nova Holanda, na rua Tancredo Neves. Os suspeitos fugiram e a PM encontrou um revólver e uma mochila com material entorpecente e radiotransmissor no local.

Segundo o presidente da associação de moradores, "está difícil de conter a população, estão todos indignados com o assassinato do pequeno Mateus."

Redação Terra