Rio: pessoas ficam sem remédio contra leucemia

03 de dezembro de 2008 • 04h33 • atualizado às 04h33

Orlando da Costa, paciente do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), precisou interromper o tratamento contra a leucemia porque, há 20 dias, não recebe o medicamento Glivec (Mesilato de Imatinib).

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"Sem o remédio minha leucemia, que é crônica, vai virar leucemia grave e corro risco de vida. No Hemorio, os médicos dizem que não têm o que fazer porque o Estado parou de entregar", lamentou.

Luana Fagundes Cardoso, 11 anos, sofre da mesma doença. Ela tem uma liminar que lhe garante o remédio mas, a Secretaria Estadual de Saúde, responsável pela entrega do produto, não atendeu à ordem judicial.

"Tenho liminar, mas não consigo o remédio, que custa mais de R$ 10 mil a caixa que dura um mês", contou a mãe da menina, Aline Nery Fagundes. <>Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que a paciente Luana "tem direito a retirar o medicamento de 400mg, que está indisponível neste momento".

Segundo o órgão, a compra do remédio foi providenciada, mas a partir desta quarta-feira Luana já pode retirar o de 100mg no Iaserj. Os motivos para a falta do medicamento não são explicadas.

Sobre os pacientes do Hemorio, o Estado afirma que o abastecimento "deve ser regularizado" até o fim da semana. A secretaria alega que o desabastecimento ocorreu porque o município, que recebe o recurso do Ministério da Saúde e repassa para o Hemorio, não tem efetuado o pagamento integralmente.

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