Chuva ameaça cartão postal de Blumenau

30 de novembro de 2008 • 12h16 • atualizado às 13h10
Calçada de cartão postal de Blumenau cede durante a noite com mais chuvas
Calçada de cartão postal de Blumenau cede durante a noite com mais chuvas
30 de novembro de 2008
Francisco de Assis/Especial para Terra

Francisco de Assis
Direto de Blumenau

São Paulo


A chuva que caiu durante toda a madrugada voltou a causar estragos em Blumenau. Casas tiveram de ser abandonadas, morros cederam e novos deslizamentos foram registrados. No início da noite de ontem, um pedaço da calçada da Ponta Aguda, um dos principais cartões postais de Blumenau, caiu.

» Veja mais fotos de Blumenau
» Veja o mapa das chuvas em SC
» Vídeo: família vê desabamento em casa
» SC: helicópteros já resgataram 889
» Confira o tempo em sua cidade
» vc repórter: mande fotos e notícias

Um vigilante que passava pelo local no instante se assustou quando parte da via cedeu em direção ao rio. "Eu estava caminhando quando vi tudo. Praticamente metade da calçada cedeu. Postes de luz e placas foram para o leito do rio", relatou Gerson Luiz de Cordova.

"Levei um susto muito grande por causa do barulho. Não sabia o que fazer, se retornava ou ia adiante. Segui em frente porque precisava me abrigar", disse o vigilante.

A falta de segurança nas ruas deixa a população receosa. Para o motorista Anilson José de Campos, a preocupação com novos estragos é grande. "Tenho 34 anos e até agora só tinha visto isso uma vez, quando eu tinha seis anos. Andando na rua, vejo a todo instante o chão desabar. O pior é pensar que talvez não haja tempo para conseguir chegar em casa e tentar salvar a família", lamentou.

O pedreiro André Henschel, acostumado a ganhar a vida construindo casas e levantando prédios, teme o pior. "Muita tragédia, muitos barrancos estão caindo. A chuva continua fazendo estrago. É triste demais. As famílias estão morrendo, as crianças estão perdendo seus pais e a gente não pode fazer nada".

A Defesa Civil ainda não divulgou um balanço oficial dos incidentes desta noite. "Tivemos alguns atendimentos clínicos relacionados ao estresse da perda das pessoas tiveram. O que mais mexe com a gente é ver a emoção dessas pessoas ao nos contarem o que está acontecendo e sobretudo ao serem ouvidas como se soubessem que podem contar com alguém", comentou o socorrista Junior Dias.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »