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Sanguessugas: inquérito aponta suposto envolvimento de senador

28 de novembro de 2008 23h45

O senador Jaime Campos (DEM-MT) é investigado por possível envolvimento com a máfia dos sanguessugas quando ocupava o cargo de prefeito em Várzea Grande, no período de 1997 a 2004. Um inquérito policial investigou a possível existência de fraude no procedimento de licitação para a aquisição de ambulâncias com recursos federais conseguidos por meio de dois convênios entre a prefeitura de Várzea Grande e o Ministério da Saúde. O Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso encaminhou o documento ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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O caso será analisado pelo STF porque Jaime Campos foi eleito senador da República nas eleições de 2006 para a legislatura de 2007 a 2015. Conforme a Constituição, os senadores têm foro privilegiado no exercício do mandato.

A Polícia Federal desarticulou a máfia dos sanguessugas em operação no dia 4 de maio de 2006. Segundo informações da PF, o esquema seria coordenado pelos proprietários da empresa Planam, Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevissan Vedoin. Eles fraudariam a compra de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.

Pelo menos 250 pessoas foram indiciadas por envolvimento no esquema. Dentre elas, parlamentares e prefeitos. É a primeira vez que o nome do senador Jaime Campos surge por possível envolvimento no caso.

O inquérito possui 318 páginas e dois volumes. O STF informou que são citados delitos como: crime contra a paz pública, formação de quadrilha, lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores e crimes da lei de licitações.

Especial para Terra