A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a afirmar que não faltará auxílio às vítimas das enchentes em Santa Catarina ou apoio ao Estado, que deverá reerguer cidades assoladas pelas chuvas. Segundo a ministra, o governo federal não quer ter para si a crítica de "omissão" aos desabrigados.
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"Não faltará suporte nem para o Estado de Santa Catarina nem para sua população no que diz respeito a essa catástrofe que ocorreu. Não queremos a atitude de nos omitir", comentou Dilma durante reunião com movimentos sociais, no Palácio do Planalto. Ela lembrou que o governo pretende atuar no combate a problemas ocasionados após as cheias, como surtos de leptospirose.
Para traçar um panorama das principais necessidades dos municípios atingidos, principalmente em relação a saneamento básico, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, deverá desembarcar na região na próxima semana. Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Integração, Geddel Vieira Lima, do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, da Saúde, José Gomes Temporão, e dos Transportes, viajaram ao Estado.
Nesta tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou a área atingida e decidiu liberar, por meio de uma medida provisória, R$ 1,6 bilhão para auxiliar o atendimento às vítimas e a revitalização dos municípios atingidos pela chuva. Ao todo, pelo menos R$ 679 milhões dos recursos disponibilizados pela MP serão aplicados exclusivamente em municípios catarinenses.
Além dos recursos disponibilizados por meio da MP, o Ministério da Fazenda fará aporte específico no valor de R$ 370 milhões para o governo de Santa Catarina, por meio da emissão de títulos públicos.
Por determinação do presidente Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e Dilma Rousseff deverão trabalhar permanentemente para assegurar possíveis novos recursos que possam ser aplicados "para confortar a população catarinense neste momento sofrido".
- Redação Terra
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