Após as prisões dos irmãos Luigi Fernando Milone e Attílio Milone, sócios proprietários da rede varejista Casa & Vídeo, a empresa informou em nota que o funcionamento das lojas seguirá normalmente. Além disso, afirmou "que aguarda com serenidade a apuração dos fatos relativos ao acontecimento amplamente divulgado". Todas as lojas abriram nesta terça-feira.
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De acordo com a Polícia Federal, a empresa está envolvida em crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, descaminho, evasão de divisas e formação de quadrilha. Ao todo, a PF, a Receita Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal cumpriram 21 mandados de busca e apreensão - dois em Vitória (ES) e o restante no Estado - e 13 de prisão no Rio. Uma pessoa ainda está foragida. Em dois anos, o esquema pode ter sonegado R$ 100 milhões.
De acordo com o superintendente da PF, Valtinho Jacinto Coelho, cerca de 50 empresas de importação, que também teriam sede nas Ilhas Virgens Britânicas, estariam envolvidas no esquema com a rede de varejo e atuariam como "laranjas" para trazer os produtos da China. A principal seria a Asian Center, do empresário Samuel Gorderg, também detido pela polícia.
"A rede varejista fazia o planejamento de compras com exportadores da China. Outra empresa, uma extensão da mesma rede, adquiria a mercadoria, pagava um preço acertado com o comprador e emitia as notas subfaturadas. Ou seja, as mercadorias chegavam com preço muito abaixo do pago lá fora. E havia também empresas ligadas à mesma rede que forneciam notas frias por trabalhos não prestados que entravam na contabilidade da rede de lojas para abater do imposto de renda", disse Valtinho.
Ele afirmou que há a suspeita de que o dinheiro para compra dos produtos importados viria de paraísos fiscais. Ainda segundo Valtinho, a origem do dinheiro está sendo investigada, mas vários fatores indicam que ela seria ilícita.



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