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"Acredito que o correto era ter informado à chancelaria brasileira. Mas hoje (sábado) o presidente Correa conversou com o presidente Lula para não arranhar a relação entre os países. Somos países irmãos, temos o propósito de unir a América Latina, sermos solidários", explicou Borja.
"O problema do governo do Equador é com a Odebrecht", afirmou o ministro. O Equador obteve empréstimo do BNDES de US$ 243 milhões para construir a Hidrelétrica San Francisco. O presidente do Equador, Rafael Correa, entretanto, questiona a legalidade da dívida por terem sido constatadas irregularidades na obra, executada por um consórcio integrado pela empresa brasileira Odebrecht.
Durante a semana, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, demonstrou preocupação com a atitude do governo equatoriano e convocou o embaixador do Brasil no Equador para prestar esclarecimentos sobre o caso. "(A volta do embaixador) nos preocupou. Até certo ponto, não entendemos. Não tomamos nenhuma decisão de atuar unilateralmente. Procedemos de acordo com o contrato", comentou Borja.
Redação Terra