Homem que fazia menina de 5 anos refém se mata

20 de novembro de 2008 • 13h51 • atualizado às 19h23
Menina foi socorrida com um ferimento no pescoço Foto: Ricardo Boni/Ag. Bom Dia/Futura Press
Menina foi socorrida com um ferimento no pescoço
20 de novembro de 2008
Foto: Ricardo Boni/Ag. Bom Dia/Futura Press

Chico Siqueira
Direto de Araçatuba

São Paulo


Depois de manter a ex-enteada de 5 anos como refém por mais de duas horas, a Polícia Militar informou que o suspeito Jackson Adriano dos Santos, 22 anos, se matou com uma faca nesta tarde, em Mirassol, a 455 km de São Paulo. A PM havia divulgado que a menina Maria Eduarda Quebara Oliveira tinha 3 anos, mas retificou a informação. Ela sofreu ferimentos no pescoço, mas não corre risco de morrer.

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De acordo com a PM, Jackson não aceitou o fim do relacionamento com a mãe da menina, Mirela Quebara, 20 anos, com quem morava há 10 meses, na casa dela, às margens da ferrovia que passa pela região central de Mirassol. Por volta das 11h45, ele invadiu a casa e pegou a enteada de refém e a ameaçou com uma faca na frente de outras quatro pessoas.

"Quando chegamos, ele estava na sala e entrou para o banheiro com a menina", contou o capitão Rogério Longhi Santos, que passou as horas seguintes negociando a soltura da refém. "Ele parecia ter usado drogas ou álcool, porque estava extremamente nervoso e alterado", afirmou.

Segundo o capitão, o suspeito ameaçava matar a garota a todo momento e pedia que a mãe dela entrasse no banheiro. "Nós não concordamos com isso e ele continuava a ameaçar a menina", disse. As negociações perduraram por cerca de duas horas, quando por volta das 14h os policiais ouviram gritos da criança e correram para a frente da porta do banheiro.

"Quando nos preparávamos para iniciar o arrombamento, a porta se abriu e a menina saiu, suja de sangue", contou.

Depois de socorrer a criança, os PMs entraram no banheiro e encontraram Jackson caído, com um corte no pescoço. "Pode ser que ele tenha se arrependido e então decidiu se matar e liberar a menina", comentou.

Ao verem que a menina que estava suja de sangue, aproximadamente 200 pessoas tentaram invadir a casa. Somente depois que a PM levou o avô de Maria Eduarda para ver o corpo de Jackson é que o grupo desistiu de invadir a casa.

Maria Eduarda está internada no Hospital de Base, da cidade vizinha de São José do Rio Preto. Ela passou por cirurgia para suturar a perfuração superficial que sofreu no pescoço, mas seu estado de saúde é bom, informou a PM.

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